Von Sudenfed
30.4.07
Não me quites pá!
“Deixa-me ser o ombro do teu cão”
Isto foi como o sr. João Bonifácio, que escreve no jornal Público sobre música, traduziu uma frase da canção do Brel, numa entrevista feita a Camané. Não vale a pena bater mais na sua ignorância da língua francesa, pois no Público de domingo já o fizeram. No entanto, o próprio JB, não incluiu qualquer correcção ao erro, no texto que foi publicado no jornal de domingo, relativo ao concerto do Camané, da passada sexta-feira.
Já agora, pergunto: Os cães têm ombros?
Ainda na mesma linha dos disparates nas traduções, registo duas no mesmo programa daquela senhora americana de nome Martha Stewart:
Butternut traduzido por manteiga de noz. Na verdade butternut é uma abóbora e deviam ter percebido isso quando viram as abóboras e nenhuma noz!!!
Parchment paper traduzido por papel pergaminho. Podia estar correcto se o programa fosse sobre textos religiosos medievais, mas como era culinária, tratava-se de papel vegetal. Não percebo como é que alguém acha que se forra uma forma com pergaminho…
Fora dos media, ouvi no café uma senhora repetir insistentemente que tinha várias amigas que havia inscrito as filhas nas freiras cesarianas. Pode ser que existam, mas não me parece.
26.4.07
24.4.07
20.4.07
19.4.07
Arroz à grega
A censura. Recordar o tempo em que descobri que havia canções proibidas, livros proibidos, pessoas proibidas. Pensar em alguém que tapa a boca aos artistas ( e aos outros), que os impede de falar, de darem a conhecer o que fazem, debaixo de ameaças de agressões, prisão e mesmo morte.
Por acaso, encontrei no You Tube este vídeo do Chico Buarque a cantar o então proibido Cálice. Nesta espectáculo, por via da proibição, a letra resume-se a pouco mais do que a palavra Cálice, com o seu duplo sentido para quem se expressa com sotaque brasileiro.
As declarações finais do Chico são importantes para perceber a situação que então se vivia no Brasil da ditadura militar
Este post é dedicado aos meus filhos lindos que nasceram livres. Assim continuem
Link para a letra
Abd al Malik
A urgência é uma coisa muito urgente. Que tal?
Um gajo senta-se ao computador pela fresca, vê os emails, e entre chatos, assinaturas de jornais e ofertas de fortunas grátis e pilas astronómicas, encontram-se poucas coisas de interesse. Segue-se a inspeção aos blogs e é mais do mesmo. Fotos de flores, conversas á cerca de conversas, tipos como eu a falar sózinhos...
Ás vezes só o myspace nos salva.
É favor acederem aqui e ouvir pelo menos o tema Les Autres - Abd Al Malik. Os francófobos devem abster-se.
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Fui à FNAC e encontrei lá o disco.
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