O Frágil estava CHEIO de gente para (ou)ver poesia. Ou seria para ver o Rogério Samora, o Rodrigo e o Gabriel ?
Seja como for, estiveram lá, ouviram e aplaudiram. Foi uma bela noite, não foi a que eu preferi mas foi sem dúvida uma noite memorável.
No meu top privado fica a apresentação do Graciano com os Cindy Kat & Friends. Well done kids !!!
29.3.07
28.3.07
25.3.07
Maia Hirasawa
Só conheço 1 canção, "and I found this boy", que pode ser escutada no myspace dela. Em breve sairá o CD e depois se verá.
24.3.07
Esferas e melões
Hoje há dois eventos desportivos de relevância.
No futebol, espero que os mágicos Cristiano e Quaresma, deixem na relva marcas profundas dos seus pozinhos de perlimpimpim e, sem grandes quezílias, devolvam os belgas à sua triste terra, desconhecida do sol, mas amiga da cerveja das batatas fritas e da BD, com a viola bem enterrada no saco.
Em rugby a história é outra. Toda a honra e toda a glória, estão reservadas para a brilhante equipa orientada pelo Tomaz Morais. A passagem à fase final do campeonato do mundo não é obrigatória, mas acho que ninguém espera menos .
Toda a honra e toda a glória, para a única selecção amadora do mundo, presente em tão altas rodas.
Entre os heróis operários do rugby e os mágicos do improviso no futebol, prefiro estes últimos, mas, desta vez, o meu coração está com os outros.
23.3.07
Houellebecq o desbocado
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
A primeira hora do dia, ocupei-a com a minha filha, pois fui levá-la à escola. Depois, já na fase do café e jornal, dei comigo a remoer a notícia do julgamento do Houellebecq por afirmações (feitas em 2001)consideradas injuriosas pela comunidade islâmica. Segundo a notícia ele terá afirmado que o a religião muçulmana é estúpida. Eu remoía isto, e ao mesmo tempo, cantarolava em background e tipo disco riscado, “O meu amor” do Chico Buarque. A relação entre uma coisa e outra fica para mim.
O Houellebecq não é um escritor simpático, não tem medo do peso das palavras e tem a mania de dizer o que pensa.
“Nunca mostrei a menor consideração pelos muçulmanos mas sempre tive consideração pelo Islão” , é um exemplo de uma dessas frases.
Muitos há que pensam coisas bem piores, mas não o dizem. Ele diz.
A frase é imprópria, por ser generalista e como tal, apanhar a eito, inocentes e culpados (caso existam uns e outros). A frase é imprópria, mas como reprimir tal acto? Claramente que não será seguindo as regras próprias dos países islâmicos, nem será também apenas para acalmar a gritaria nas ruas do Paquistão. Também não se pode perguntar a outros crentes pois a justiça deve ser cega. Então pergunta-se :
Como condenar ?
Para quê condenar ?
À luz de que princípios ?
Eu não acredito em deus algum e como tal não sou contra quem diz mal desta ou daquela entidade divina. Eu, por não acreditar nisso a que chamam deus e pelo qual se mata e morre desde sempre, tenho dificuldade em entender a escaramuça, mas sei que o Vaticano seria capaz de arrancar cabelos e rasgar vestes, em circunstâncias idênticas. As pessoas e as suas ideias merecem todo o respeito e como tal, não posso defender uma afirmação pública como a que fez o Houellebecq, apesar de conseguir discernir várias perspectivas em que essa frase faz sentido. As pessoas que se sentirem atingidas pela frase têm todo o direito de vir a tribunal pedir castigo e compensação se for o caso, mas isso tem de ser decidido em tribunal.
Quem é que pode retirar ao escritor o direito de afirmar que o Islão é uma religião estúpida? E como ?
O Houellebecq é racista, que é uma das coisas mais estúpidas que se pode ser. Mas eu gosto dos romances dele e gosto da maneira como escreve. A pouca consideração pela humanidade é base da sua personalidade e a forma da sua escrita atrai-me. Às vezes acerta outras vezes não, mas faz-me mais falta do que qualquer ser divino a ditar em silêncio leis absurdas por interpostas pessoas.
22.3.07
Frágil - Poesia
Gostei muito do descaramento do Graciano Dias, ao cantarolar Herberto Hélder. Foi uma coisa singela e linda. Enquanto os elementos base dos Cindy Kat e vários convidados iam desfiando um lounge-reggae cheio de curvas, o referido Graciano Dias deliciava todos com a sua interpretação das palavras do poeta.
Depois vieram os Danças Ocultas, sempre melhores ao vivo do que em disco. Ontem foi, mais uma vez, muito bom.
No final da actuação dos Danças Ocultas (em quem eu penso sempre como Quarteto de Concertinas) o Graciano voltou para mais um poema. Grande final para uma grande noite.
Talvez irrepetível, a antecipar a última destas quartas dedicadas à poesia, que eu espero seja a melhor de todas. O Rogério Samora, o Rodrigo e o Gabriel vão surpreender.
19.3.07
No domingo comprei o disco novo do Janita Salomé, o Vinho dos Amantes. Disco enorme, que não paro de ouvir. Gosto especialmente do tema Quadras, uma canção de bêbedos ao melhor estilo e com uma grande interpretação.
Disco obrigatório!
13.3.07
Continua a poesia no Frágil
Na noite dedicada à poesia do José Agostinho Baptista, vão estar lá, o Francisco Costa para dizer os poemas, o Nuno Gonçalves a musicar esse momento, os Cindy Kat que actuam a seguir e, até ao final da noite, fica o Miguel a fazer de DJ.
Amanhã a partir das 23horas.
Agora constatei que este é o post número 1000 !!!!
Diz que é uma espécie de legislação
Por aqui há leis.
Supostamente para todos.
Supostamente contra ninguém em especial.
Um dia apanham o Mantorras com a carta de condução do seu país e aplicando a lei em vigor, impedem-no de a utilizar.
Na sua terra espantam-se, ofendem-se, retaliam e com ou sem lei decidem que as cartas de condução emitidas pelo Reino dos Patetas d'Aquém Mar , já não valem.
Os Patetas do Governo espantam-se, ofendem-se e reagem dizendo que, para já, as cartas de condução emitidas pelo Reino dos Mauzões dum País Muita Rico que Vive Muita Mal, são de novo aceitáveis.
Quem é que pode levar isto a sério?
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